quarta-feira, 27 de junho de 2012

"Do" ou o caminho





     Qual é o sentido dessa prática? Se você tomar como um trabalho não é nada, se tiver objetivo também vai perturbar. Tem que conseguir fazer sem eu, sem colocar o ego. Todas essas técnicas que eu estou colocando aqui são inerentes à prática do Zen e do sesshin, são estratégias para demolir o ego e por que às vezes as pessoas acham tão difícil? Porque às vezes parece que é humilhante, porque elas se sentem importantes e os professores costumam dar aos alunos não o que eles fazem bem, mas a tarefa na qual eles têm dificuldade e todo tempo você vai sendo corrigido, aí você pensa: mas tem sentido isso? Tem sentido o ritual,o movimento? Não, poderíamos mudar rituais e movimentos. E costurar é uma tarefa que pode ser usada para isto, mas trabalhar na horta também. Limpar o chão também.
     A questão é como é que nós colocamos “do”: caminho. Como colocamos “do” na tarefa. Como transformamos a tarefa em um “do”. Como transformamos em caminho porque aí é que nós começamos a ver como surge aquele sentimento. Você está fazendo a tarefa não faça só a tarefa.Olhe para dentro de si e veja: que sentimentos surgem em mim quando estou fazendo a tarefa? Eu quero ser apreciado depois? Eu quero que me digam que o trabalho é bem feito? Enquanto esses sentimentos estiverem presentes você não conseguiu. São justamente eles que nós temos que acabar sentados nas almofadas. Nós temos que fazer sem nos preocupar com nenhuma apreciação nem julgamento nem nosso nem de outro. É só fazê-lo para diminuir a força dessa identidade, que é ela que está nos perdendo e é ela que está criando o sofrimento. Criando o sofrimento através daquelas armadilhas, do apego e da aversão e da falta de consciência de que tudo isto é ilusório.


Postado por Monge Genshô - O Pico da Montanha é onde estão os meus pés



terça-feira, 26 de junho de 2012

Coca-Cola no Brasil tem substância suspeita de causar câncer


CONTEÚDO RELACIONADO

  • Garrafas de Coca-Cola são vistas em loja de Arlington, nos Estados Unidos, em 2009. A Coca-Cola vendida em vários países, inclusive no Brasil, continua apresentando níveis elevados de uma substância química associada a casos de câncer em animais. 17/08/2009 REUTERS/Jim Young
    Garrafas de Coca-Cola são vistas em loja de Arlington, nos Estados Unidos, em 2009. …



26 Jun (Reuters) - A Coca-Cola vendida em vários países, inclusive no Brasil, continua apresentando níveis elevados de uma substância química associada a casos de câncer em animais, e que já foi praticamente eliminada na versão do refrigerante comercializada na Califórnia, disse na terça-feira o Centro para a Ciência no Interesse Público, com sede nos EUA.

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A entidade disse que amostras da Coca-Cola recolhidas em nove países mostraram "quantidades alarmantes" da substância 4-metilimidazole, ou 4-MI, que entra na composição do corante caramelo. Níveis elevados dessa substância foram relacionados ao câncer em animais.
Em março, a Coca-Cola e sua rival PepsiCo anunciaram ter pedido aos fornecedores do corante para que alterassem seu processo industrial, de modo a atender a uma regra aprovada em plebiscito na Califórnia para limitar a exposição de consumidores a substâncias tóxicas.
A Coca-Cola disse na ocasião que iniciaria a mudança pela Califórnia, mas que com o tempo ampliaria o uso do corante caramelo com teor reduzido de 4-MI. A empresa não citou prazos para isso.
Na terça-feira, a Coca-Cola repetiu que o corante usado em todos os seus produtos é seguro, e que só solicitou a alteração aos fornecedores para se adequar às regras de rotulagem da Califórnia.
Segundo o CCIP, amostras da Califórnia examinadas recentemente mostravam apenas 4 microgramas de 4-MI por lata da bebida. A Califórnia agora exige um alerta no rótulo de um alimento ou bebida se houver a chance de o consumidor ingerir mais de 30 microgramas por dia.
Nas amostras brasileiras, havia 267 microgramas de 4-MI por lata. Foram registrados 177 microgramas na Coca-Cola do Quênia, e 145 microgramas em amostras adquiridas em Washington.
"Agora que sabemos que é possível eliminar quase totalmente essa substância carcinogênica das colas, não há desculpa para que a Coca-Cola e outras empresas não façam isso no mundo todo, e não só na Califórnia", disse em nota Michael Jacobson, diretor-executivo do CCIP.
A FDA (agência de fiscalização de alimentos e remédios dos EUA) está avaliando uma solicitação do CCIP para proibir o processo que cria níveis elevados de 4-MI, mas disse que não há razão para crer em riscos imediatos aos consumidores.
Neste ano, um porta-voz da FDA disse que uma pessoa teria de consumir "bem mais de mil latas de refrigerante por dia para atingir as doses administradas nos estudos que demonstraram ligações com o câncer em roedores".
A Coca-Cola disse na terça-feira que continua desenvolvendo a logística para adotar o novo corante caramelo.
"Pretendemos ampliar o uso do caramelo modificado globalmente, para nos permitir agilizar e simplificar nossa cadeia de fornecimento e os sistemas de fabricação e distribuição", disse a empresa em nota.
Uma porta-voz não quis comentar os custos dessa mudança.
(Reportagem de Brad Dorfman)


Calar a boca



      Então no sesshin nós trabalhamos isto. Nós tentamos não ter apego. Então trabalhamos as coisas mais básicas. Menos sono porque somos apegados ao sono, então acordamos as quatro da manhã; a comida: então comemos de forma bem simples e silenciosa prestando atenção nos sabores mas sem colocar eu gosto, eu não gosto disso, comemos o que tem e completamente, e sem pensar eu gosto, eu não gosto. Não agradecemos nem nos desculpamos porque isso é eu, ego.
      Não corrigimos os outros (exceto entre os monges quando há hierarquia) porque quando corrigimos os outros o que está acontecendo é: eu acho que sei mais e por isso então vou corrigir ou vou ensinar. Não é o momento de ensinar, não é o momento de corrigir. No sesshin é o momento de calar a boca, não é o momento de fazer observações para mostrar que estou entendendo, porque fazer observações para mostrar que estou entendendo é mostrar que eu é que estou entendendo, eu que sou inteligente e estou entendendo, então calar é estratégia para tirar a força desse eu que quer se manifestar.
      Atenção a cada detalhe do que estamos fazendo para quê? Para ficarmos presentes no momento e não viajarmos para o passado nem para o futuro. Agora durante o período do samu eu estava costurando e é maravilhoso costurar no sesshin, porque é silencioso, você está sozinho fazendo uma única coisa que parece que não tem fim, porque o manto é muito grande, e você dá pontos e pontos e acaba a linha ou arrebenta a linha e você tem que dar um nó de novo e recomeçar, excelente para parar e não se importar porque a linha arrebentou. Não fazer nenhum comentário interno, nenhum comentário, nem de agrado, nem de desagrado, simplesmente continuar fazendo ponto por ponto, continuar, aí você erra, desmancha e começa de novo.


Postado por Monge Genshô - O Pico da Montanha é onde estão os meus pés

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Amor sem apego



     É muito difícil, talvez você consiga durante alguns instantes, mas quando conseguir durante um instante tente retornar para aquilo mais vezes e se conseguir durante dez segundos no zazen, é muito grande coisa! Volte para lá tantas vezes quanto puder. Como a gente volta? Não cogitando. Não significa não pensar porque você está aqui e está ouvindo. Existe algo aí. Melhor dizer: pensar além do pensar e do não pensar. O engano todo vem da atividade mental que se identifica com o eu, é por isso que nos apegamos às ilusões e as ilusões ficam nossas donas.
     Ontem vocês perguntaram se é possível viver na vida sabendo que é ilusão e ainda assim usufruir da vida. Sim e muito mais porque a alegria da vida deixa de estar cheia dos sofrimentos inerentes aos apegos. Não é a vida em si que produz sofrimento. Quem produz sofrimento é nosso apego à permanência na vida, porque desejamos estabilidade na vida, porque desejamos nos agarrar às coisas da vida. Elas são muito fortes. Nossos filhos, nossos amores, nossa casa, colocamos apego nessas coisas e elas são impermanentes, então obrigatoriamente teremos sofrimento, mas nós podemos ter profundo amor sem apego, sabendo que é transitório, impermanente e ilusório. Que é um sonho maravilhoso que estamos vivendo, mas que não tem solidez, então é perfeitamente possível usufruir e viver, e ao mesmo tempo ter uma mente livre. Ter conquistado a liberdade. Não vai haver apego, ódio, ilusão. Não vão haver as três coisas que produzem o sofrimento: o apegar-se, o ter aversão e a ilusão. 


Postado por Monge Genshô (O Pico da Montanha é onde estãos os meus pés)






sábado, 23 de junho de 2012

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Demolir o pequeno EU



     Voltemos ao nosso tema do eu. Como é que nós treinamos para fazer com que o nosso eu enfraqueça. Como é isso? Primeiro nós sentamos em zazen. Por que sentar em zazen funciona para diminuir a noção de um eu? Porque se você senta e não cogita nem julga você é capaz de olhar, cheirar, degustar, tatear, sem colocar um eu nessas coisas, nem colocar um eu que está apreciando essas coisas. Todo o treinamento do Zen está focado em demolir o eu, é por isso que muitas vezes as pessoas não gostam do treinamento do Zen e se irritam com os professores do Zen, porque leram livros sobre o Zen Budismo e quando vêm conhecer um centro do Dharma, um monge verdadeiro ou um sesshin, em vez de eles terem oportunidade para se manifestar, para mostrar o seu eu, eles são todo o tempo instados a calar a boca, a fazer tudo junto com os outros, a não corrigir os outros, a não criticar, a não elogiar, a não fazer nada que está ligado ao eu. 
     São estratégias para diminuir o eu. A primeira estratégia é sentar em zazen e então ouça o pássaro cantar lá fora, mas não pense “um pássaro cantou lá fora”. Não coloque um eu no pássaro. Não há uma identidade no pássaro. Também não há uma identidade que ouve o pássaro. Não diga para si mesmo: eu estou ouvindo um pássaro, como é bonito o canto do pássaro. Todos esses são julgamentos. Nós temos que sentar no zazen, ouvir o canto do pássaro sem colocar nenhuma identidade no pássaro e nenhuma identidade no observador, que somos nós, do pássaro.
     O som do canto tem que nos atravessar. Passar por nós de um lado ao outro. Não deixar rastro. Surgir e desaparecer. Estamos conscientes profundamente do canto. Ouvimos com nitidez o canto, mas ele passa por nós de um lado a outro. Nós não agarramos , não julgamos , não nos colocamos nele. Não pensamos o que aconteceu antes do canto ou o que vai acontecer depois. Não esperamos o próximo canto. Não cogitamos do canto que já passou.
     Ficamos sentados em zazen deixando que o canto dos pássaros aconteça naquele momento, não no passado nem no futuro. Não diga, agora o pássaro cantou, porque agora já é passado. Simplesmente sente e cante com o pássaro. Você é o próprio canto do pássaro. Você é o pássaro. Não é o pássaro que canta. Todo o universo canta. Você canta junto com todos os seres. Não há lá nem aqui. Não há passado. Não há futuro. Há só (estala os dedos) e pronto! Essa é a maior prática.
     Se você atingir essa prática não precisa nenhuma outra porque todos os seus sentidos deixaram de funcionar para enganá-lo, para criar a consciência de um eu, você desarmou a armadilha que surge com as percepções e com a instalação da consciência.

(trecho do livro: O Pico da Montanha é onde estão os meus pés) 


Postado por Monge Genshô


terça-feira, 19 de junho de 2012

A necessidade de um mestre



Pergunta: Alguns autores que eu li falam da necessidade de ter um mestre. Seria pelo fato de que mesmo para uma prática aplicada, diligente, disciplinada em algum momento aparecem obstáculos que podem afastar da prática?


Monge Genshô: Pode ser assim. E também pode acontecer outra coisa. Alguém pode, por exemplo, ver o desencanto, ver o sofrimento e mergulhar numa profunda consciência daquele sofrimento e como alguém que está preso em um redemoinho não sair mais. Ele chegou até um determinado ponto de percepção. Foi um crescimento espiritual, mas quando chegou naquele ponto houve uma estagnação. É necessário chegar até o mestre ou um bom amigo espiritual, um professor, se você tem confiança nele e fizer uma pergunta e receber um pequeno empurrão isto pode ser suficiente para sair daquele redemoinho e começar a trilhar o caminho de novo. Às vezes uma frase pode nos tirar de um grande sofrimento espiritual, de uma grande estagnação espiritual.


Postado por Monge Genshô - O Pico da Montanha é onde estão os meus pés.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Além de todo sofrimento



Pergunta: Talidade então seria a condição para a quebra das ilusões . O aprofundamento da prática permite você vislumbrar momentos de talidade. Mas a quebra das ilusões pode gerar também um sentimento de desencanto, um sentimento desconfortável, não é? Monge Genshô: quando surge este sentimento desconfortável de desencanto é porque não fomos longe o suficiente.Pode surgir, por exemplo, na prática, um sentimento de grande tristeza. Em geral o sentimento que surge primeiro é de alegria e contentamento. Os sentimentos de tristeza surgem mais adiante, sentimentos de grande tristeza com o sofrimento do mundo, com o fato da vida na terra ser tão cheia de coisas insatisfatórias ou mesmo de maldades. Agora, isto surge porque o praticante está imerso na noção de sujeito e objeto. Então ele aqui está vendo o sofrimento lá nos outros seres. É necessário ir mais fundo porque indo mais fundo você ultrapassa a noção de sujeito e objeto. Ultrapassando a noção de sujeito e objeto surge uma noção de sacralidade de toda a existência e uma percepção de perfeição de tudo, mesmo o que parece mau, como perfeito. Dando um exemplo mais claro: nós olhamos para a vida humana com seu sofrimento, morte, desgraça e apodrecimento e todas as coisas que acontecem conosco, nós olhamos isso como terrível. No entanto essas mesmas pessoas que olham o sofrimento e a morte dos seres humanos e se entristecem, andam numa floresta no outono, quando as folhas caem, secam, apodrecem e morrem, olham para tudo como muito lindo. Uma visão iluminada verá tudo o que acontece com os seres humanos, mesmo a morte, mesmo o desfalecimento, mesmo o apodrecimento, tudo, como parte de um ciclo e um processo, como quando olhamos a floresta no outono. Sabemos que flores novas nascerão na primavera. Que as árvores todas ficarão secas, mas que isso não é triste. É muito lindo! E é muito lindo também quando a primavera surge e as flores novas surgem. Embora olhando para essas folhas saibamos que elas cairão, morrerão. Nós só vemos o sofrimento e a infelicidade no mundo porque não enxergamos o ciclo e o processo. Nós olhamos a vida com os nossos próprios olhos e vemos o sofrimento e a morte dos outros, nós vemos o espelho do que vai acontecer conosco, mas somos incapazes de enxergar todo o ciclo. E o ciclo completo não é triste. Ele é o que é sem nenhuma interpretação. Isso é talidade também. As coisas são tais como são, já perfeitas em si mesmas. Então tudo que nós vemos assim com desencanto é também uma interpretação e uma ilusão. Por isso a mente iluminada vê beleza e é profundamente feliz porque supera toda tristeza. No Sutra do Coração toda a dor e agonia desaparecem quando o bodhisattva vê a vacuidade. E enxergando a vacuidade dos agregados, vendo que tudo surge no vazio (sem nenhum eu inerente em nada, tudo interconectado e interdependente), quando o bodhisattva vê essa vacuidade, vê que tudo é fenômeno, (onda na superfície) então ultrapassa toda a dor e agonia. É difícil, eu sei, é muito sofisticado.

 Postado por Monge Genshô

Conheça oito alimentos que podem aumentar o risco de câncer




Bacon, refrigerante e até churrasco têm substâncias cancerígenas

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), cerca de 500 mil novos casos de câncer serão diagnosticados no Brasil em 2012. Maus hábitos alimentares estão diretamente relacionados com essa estatística. A vida moderna, cada vez mais agitada, dificultou o velho (e bom) hábito de preparar os próprios alimentos e deu lugar aos alimentos prontos para consumo ou de fácil preparo. 

O nutricionista Fábio Gomes, do INCA, explica que muitos alimentos possuem fatores mutagênicos, ou seja, lesam as células humanas e alteram o material genético que existe dentro dela. "Esse processo leva a uma multiplicação celular muito maior do que o normal e, em consequência, pode aparecer um tumor". Muitos desses alimentos não apresentam qualquer benefício à saúde e podem ser facilmente riscados do cardápio. Veja quais são e modere no consumo dos alimentos que predispõem a doença.   



quinta-feira, 14 de junho de 2012

terça-feira, 12 de junho de 2012

O que é que escuta?



"Enquanto você estiver fazendo o zazen, nem despreze nem acaricie os pensamentos que surgem; apenas busque sua mente, a própria fonte destes pensamentos. Deve compreender que tudo o que aparece na sua consciência, ou é visto por seus olhos, é uma ilusão, de uma realidade que não dura... Por isso não deve nem amedronta-se nem fascinar-se por tais fenômenos. Se conservar sua mente tão vazia quanto um espaço, sem manchar-se com assuntos estranhos, nenhum mau espírito poderá perturbá-lo, mesmo no seu leito de morte. Enquanto se empenhar no zazen, porém, não conserve nenhum.
O Kannon Bodhisattva é assim chamado porque atingiu a iluminação pela percepção (isto é agarrando a fonte) dos sons à sua volta.
No trabalho, no descanso, nunca deixe de se esforçar por compreender quem é que escuta. Mesmo que seu questionamento se torne quase inconsciente, você não descobrirá quem é que escuta, e todos os seus esforços serão frustrados. Entretanto, os sons poderão ser escutados, por isso questione-se num nível ainda mais profundo. Finalmente cada vestígio de consciência do eu desaparecerá e sentir-se-á como um céu sem nuvens. Dentro de si mesmo não encontrará mais o "Eu", nem descobrirá ninguém que escute. Essa Mente é como um vazio, entretanto não tem nenhum ponto que possa ser chamado de vazio. Este estado é muitas vezes tomado erroneamente por auto-compreensão. Mas continue a perguntar-se ainda mais intensamente, "Agora, quem é que escuta?" Se você penetrar e penetrar no fundo desta questão, esquecido de tudo mais mesmo esta sensação de vazio desaparecerá e ignorará tudo mais — uma total escuridão prevalecerá. Não pare aqui, continue a perguntar com toda sua energia, "O que é que escuta?" Somente quando houver exaurido completamente o questionamento é que a pergunta irromperá: agora sentir-se-á como um homem que volta da morte, É a verdadeira percepção. Verá os Budas de todos os universos face a face e os Patriarcas do passado e do presente. Examine-se com este koan: "Um monge perguntou a Joshu: "Qual é o sentido da vinda de Bodhidharma à China?" Joshu respondeu: "O carvalho no jardim". Se este koan deixá-lo com mínima dúvida, precisa recomeçar a questionar-se, "O que é que escuta?"
Se você não chegar à compreensão nesta vida presente, quando chegará? Tendo morrido não será capaz de evitar um longo período de sofrimento nos Três Caminhos do Mal. O que está obstruindo a realização? Nada além de seu pusilânime desejo de verdade. Pense nisto e esforce-se ao máximo.” (texto)

De o Sermão de Bassui sobre a MENTE UNA
Mestre Zen-Rinzai Bassui Tokusho

Final




segunda-feira, 11 de junho de 2012

Provérbios e Pensamentos Chineses





Para viver bem e por muito tempo, seja moderado. O que o homem inferior procura está nos outros. O que o homem superior procura está em si mesmo. Bruce Lee


''A verdade nunca pára de caminhar. Por mais longo que seja o percurso, um dia ela chega ao seu destino.''
(Shi-Fu Kleber Farache) 

''A serenidade espiritual não é adorno para os dias felizes e sim para as ocasiões difíceis do caminho.'' 

''A luz não vem ao mundo para zombar das trevas e sim para iluminá-las.'' 

''A vida não é o corpo, da mesma forma que a água não é o copo que a contém.'' 

''A imperfeição é o fator que impede o homem de possuir tudo que deseja.''
(Shi-Fu Kleber Farache) 

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Zazen